A gente se apaixonou por esse editorial da Vogue Americana e resolveu compartilhar com vocês. Ninguém mais, ninguém menos que Cara Delevigne sendo simplesmente deusa ao lado de Tom Hiddleston
E a gente é tão fã da Cara que ela ganhou até um colar com seu nome na nossa loja on-line. Um dos maiores sucessos de vendas da GF é o colar Dalavigne. Lin-do <3
Já estava cansado de tanta gente compartilhando sobre essas manifestações pelo Brasil. Pessoas que nem sabiam o que estavam dizendo, gente que sequer sabe o que é PEC 37 ou Estatuto do Nascituro. Eu me sentia deveras incomodado com tantas frases de efeito, trocentas postagens iguais com textos prontos que só serviam pra me dar sono. Convites no Facebook para participar de manifestações em Portugal, em Florianópolis, Caçador, Londres, Londrina… Tsc, parecia solicitação de Candy Crush. Minha família sempre foi avessa a qualquer tipo de manifestação, bem como à violência. Então, juntando os pontos, preferi nem chegar perto desse turbilhão porque as únicas coisas que a gente via na televisão era bala de borracha e bombas de efeito moral espalhadas por todos os canais e esquinas.
Até que ontem cheguei ao trabalho e alguém que nunca havia conversado comigo na vida resolveu me dar oi. Respondi. E, assim, veio o convite para me juntar a ele – e mais sei lá quantos mil – e participar de algo que, de acordo com sua retórica, estava mudando a história do Brasil. Confesso que se você chegou a até aqui no texto, provavelmente está me detestando. Calma, ainda tem mais.
Ele falou com tanto amor e de um jeito tão puro que, ah, quase me convenceu. Continuei meu trabalho e vira-e-mexe janelinhas faziam pipocar a tela do meu computador e do meu celular perguntando se eu ia ou não participar do tal ato. Eram cinco e pouco da tarde e, bom, talvez não fosse tão ruim ficar uns 5 minutinhos pra ajudar a escrever esse tal capítulo novo dos próximos livros de história. Então uma amiga posta uma foto, assim, de cima, das pessoas que já estavam aglomeradas no ponto de partida de toda caminhada. Quanta gente. Então minha tia publica uma foto, lá de São Paulo, com o por-do-sol dando as boas-vindas a mais milhares de pessoas. Quanta gente. Então um colega publica uma foto de uma manifestação na Grécia, país que está destruído e que, em meio a tantas tragédias, foi às ruas manifestar pela gente. Quanta gente… Foi a gota d’água pra mim.
Literalmente, porque meus olhos se encheram de lágrimas e a única coisa que tornou a passar pela minha cabeça era o quanto eu demoraria do trabalho à minha casa que, por sorte ou ironia do destino, fica numa rua pela qual a multidão passaria.
Aí nessa hora, meu amigo, não dava pra ligar pra minha mãe, pro meu pai, nem avisar minha avó de que eu talvez voltasse machucado pra casa àquela noite. Desci os dez andares do prédio com o coração apertado, me despedi do porteiro e já conseguia ver gente, muita gente, pertinho de mim.
Por fim, o susto. Era gente sorrindo. Gente segurando milhares de cartazes. Gente na janela, com toalhas, lençóis e bandeiras brancas. Aplaudindo a gente que caminhava e sendo convidado pela gente a se juntar nesse trajeto. “Vem pra rua, vem pra rua, vem pra rua”, eles cantavam. Eu fiquei tão atordoado que levei alguns bons metros para me dar conta de que a minha voz era necessária para aumentar o coro. Eu fui pra rua e convidei quem passou por mim para ir também.
Das seis e meia da tarde até às quase dez da noite, um caminho que em qualquer outro dia, não faria a pé de forma alguma. Qual o telefone do rádio táxi? Tem ônibus até lá? Eu não conseguia reclamar, só ficar boquiaberto por tanta gente feliz e esperançosa por tudo que estava acontecendo.
Se Curitiba tem fama de ser cidade fechada, acho que ontem ela se rendeu. Se rendeu ou provou por a + b que o mundo inteiro esteve errado esse tempo todo. Ontem Curitiba se abriu, abriu um sorriso do tamanho da cidade e abriu-se para um novo olhar que agora também compartilho.
Não me considero um ativista, sei das minhas crenças, angulações partidárias e que estou longe de ser um revolucionário. Mas daí toda aquela história de que estávamos entrando para os livros de história me fez pensar no quão incrível vai ser poder um dia dizer aos meus filhos que participei de um momento como o de ontem, de ressurreição da paz, da vontade de mudar, da vontade de perder o medo e fazer parte disso tudo.
Se esses dias mesmo eu estava pensando que minha geração era perdida e que talvez recebesse o nome de geração iPhone, hoje venho humildemente me desculpar. Ainda bem que me enganei; não me perdi e nem tudo está perdido. O Brasil finalmente se encontrou. Um alívio saber que, com ou sem hashtag, o Brasil acordou.
M. S.
Gente, peço desculpa por todo esse desabafo, mas senti necessidade de compartilhar isso com vocês , porque sei que a manifestação em Floripa (e em várias cidades do Brasil) ainda não ocorreu. Aqui em Curitiba, foi mais do que civilizado. Se alguém pisava na grama, outros tantos já vaiavam e pediam o não-vandalismo. Aqui abaixo, dá pra ver o antes e depois das ruas que passamos. Continuou tudo limpo. Sem sujeira, nem sangue
O Brasil realmente adquiriu a consciência de que a civilidade é o melhor caminho para chegar ao que se almeja. Por isso, convido cada um que hoje me lê a ir também à manifestação da sua cidade. Não precisa fazer o trajeto inteiro, não precisa ficar na linha de frente, nem sair em fotos ou levantar cartazes. Vá pelo país. Fique o tempo que achar necessário e volte. Você, por mais piegas que isso possa parecer – ou mais bobo que eu tenha achado quando ouvi de alguém, como contei no começo do texto -, está escrevendo a história do seu país. Orgulhe-se disso e deixe seus filhos orgulhosos de você.
Segunda-feira começa e a gente, como de costume, mostra pra você o que rolou no nosso final de semana. Com direito a look incrível da Gabi Faraco (alguma novidade até aí?), com dia de preguicinha e pantufas e até mesmo drinks incríveis e o famoso fish’n'chips, diretamente de Curitiba pro nosso blog.
Ah, e nas fotos a gente aproveita pra apresentar o colar Mattia, uma das peças mais incríveis da nossa nova coleção. Dá só uma olhada!
E fica a pergunta… Querem ver mais posts de dicas de onde comer legal e tomar drinks incríveis pelo Brasil? Conta pra gente que a gente atende! Uma semana incrível pra vocês!
Para uma segunda-feira incrível, nosso blog traz a dose de inspiração necessária para provar por a + b que estilo, definitivamente, não tem idade.
Carmen Dell’Orefice é de 1931 e chega aos seus 82 anos sendo estrela do editorial Be In Shape Ever, da edição de junho da Vogue Itália. Ela, que já é modelo desde os quinze anos de idade, dá um tapa na cara de todo mundo mostrando que é diva, tem uma postura impecável e dá de deeeez a zero em muita menininha novinha que acha que tem carão e glamour, não é mesmo? Dá só uma olhada nas fotos e conta pra gente se ela é ou não é a cara da elegância…
Sinônimo de elegância e admiração de toda nossa equipe, que se inspira em Carmen na hora de criar cada pecinha que vai arrancar suspiros quando usada em qualquer lugar. Por isso, pra provar que a gente também sabe ser elegante, apresentamos hoje o colar Henric, da nossa nova coleção. Chic, imponente e, é claro, muito elegante