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Sentir-se amado

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.  Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.  Você sabe que é amado  porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma  coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a  angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e  verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e  diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue  também?  Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e  tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um  pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos  dois.  Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que  zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando  certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas  dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. “Não seja tão  severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho”.

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás,  é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando  você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo  uma tempestade em copo d´água. “Lembra que quando eu passei por isso você disse  que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem  aqui, tira este sapato.”

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que  não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele  que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se  amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe  assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se  sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a  relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não  ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas  escuta.  Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo

Martha Medeiros

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Só o amor não é o bastante para sustentar uma relação…

Amor de verdade muda a vida da gente. Reconstrói, incendeia, engrandece. Eu compro o maior clichê da humanidade e sou a primeira a bater no peito e dizer isso em alto e bom tom para quem quiser ouvir. Mas diferente de todos os outros textos que já escrevi, este especificamente, não é uma ode ao amor em si. É uma leitura direta e racional do que existe por trás do sentimento mais sublime que existe no mundo. O amor é absurdamente transformador, no entanto ele sozinho, infelizmente não consegue fazer milagre. Para um relacionamento realmente dar certo, um monte de outros sentimentos sólidos precisam amparar a base desta parceria. A fundação da casa é muito mais importante do que o telhado colonial ou a maçaneta importada da porta. Porque quando o primeiro furacão balançar as estruturas deste abrigo, só permanecem de pé os abraços muito bem fundamentados. Colocando por terra a maior ilusão da vida da gente, o amor, só o amor, por maior e mais verdadeiro que ele seja, lamentavelmente não sustenta relacionamento de ninguém.

O que eu conheço de casais que se apegam a esta fantasia definitivamente não está no roteiro. Eu mesma quando era mais jovem adorava justificar a permanência em relacionamentos doentios com o bordão: “mas eu sou apaixonada por ele”. O amor era sempre o “mas” entre a vírgula e o ponto final. E esse “amor” me martirizava cada vez que eu tentava pular fora de uma parceria que simplesmente não cabia na minha vivência. Independente das incompatibilidades, do descaso, do desrespeito, da falta de companheirismo, enquanto houvesse amor, existiria uma solução (assim eu pensava). Acontece que, dia após dia, eu aprendi friamente com as mágoas, as dores, os retrocessos emocionais que amor não era isso. Que estar em um relacionamento era muito mais do que estar apaixonada pelo cara do meu lado.

Parceria saudável é igualzinho receita de bolo. O amor é o toque final que faz a massa transbordar doçura mesmo debaixo de um calor de 180 oC. O amor é a motivação. É o ímpeto que te faz sair de casa de madrugada para pedir desculpas depois de uma briga, o motivo pelo qual você coloca a timidez de lado e chama a garota para sair, a razão pela qual você decide em primeira mão abrir a porta da sua vida para um relacionamento em si. É o início e o fim de tudo, mas só amor sozinho não suporta o durante. A paciência, a cumplicidade, o respeito, a compreensão, o discernimento, o timing e um monte de sentimentos que na maioria das vezes são subjugados dentro de uma relação é que sustentam a travessia. Se qualquer um destes quesitos falha no seu propósito de construção de um alicerce sólido, o relacionamento acaba. Acaba porque você olha nos olhos do outro e não reconhece mais a essência daquela parceria. Acaba, porque o amor vira orquestra de um apego só, que nada mais faz do que ecoar um verbo solto no meio de um teatro vazio.

A gente presta tanta atenção no grosso da palavra amor, que se esquece das mensagens subliminares escondidas nas entrelinhas daquele parágrafo. Não basta amar até o último fio de cabelo e não respeitar o momento do outro, alimentar ciúmes descontrolados, possessividade, intolerância e um bocado de pequenas feridas que acabam por matar o cerne da união. O amor é lindo, é mágico, é transformador e muda a vida da gente. Muda, nem que seja pra gente entender que ficar sozinho em determinada instância é melhor do que permanecer naquele enredo. Nem que seja pra olhar pra trás e assumir que amou sim, perdidamente, mas que foi necessário fechar aquela porta porque os caminhos infelizmente não conseguiram se encaixar no presente do outro.

Não estou minimizando a força do sentimento mais potente e corajoso que existe no universo. Ele vai dar as caras quando você pensar em sair, ele vai frear a palavra no momento da fúria, ele vai te encher de coragem para reformular as versões de si que não se enquadram mais naquela travessia, para então tentar de novo. Contudo, mesmo o mais resiliente dos amores precisa de uma boa retaguarda para enfrentar a batalha diária que é sustentar um relacionamento saudável. O amor quando pede licença em uma morada precisa de paz e aconchego para conseguir se instalar. Ele só é tudo em uma relação quando amparado por um berço de sentimentos cuidadosamente moldado. Fora isso ele deixa de ser motivação, para ser um mero ocupante dos espaços vazios dentro do coração da gente. Melhor dizer adeus com um olhar recheado do amor mais lindo do mundo, do que ficar e deixar esse olhar morrer de inanição. Amor sozinho não sustenta uma relação, mas bem abraçado, ele resplandece com a graça e a doçura de um pássaro em voo: aquele que fica por livre arbítrio e não porque se sente aprisionado.

Texto: Danielle Daian

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Thinking: Você é feliz quando ninguém mais está vendo?

Já dizia o poeta: na internet, todo mundo é feliz. Os sorrisos são iluminados pelos neons da noite, os piqueniques no parque são planejados com esmero, os esportes radicais fotografados nos mínimos detalhes e até um simples jantar com amigos ganha ares de culinária internacional. Uma timeline repleta de felicidade bem diante dos seus olhos, enquanto você está apenas assistindo a um filme na TV a cabo.

A sensação é a de que as pessoas começaram a planejar programas unicamente para postar nas redes sociais. Para mostrar ao mundo o quanto a vida delas – e, por consequência, elas mesmas – são antenadas, cool, modernas. A plasticidade e a beleza de uma selfie podem esconder a tristeza de uma vida pautada em ser aceito. Em agradar a uma rede ilusória de ilustres desconhecidos por um punhado de curtidas.

O quanto o reconhecimento virtual é mais importante do que aproveitar um momento? Sou a favor da simplicidade, dos instantes mágicos compartilhados a dois, onde há apenas duas curtidas. E elas não estarão no Facebook.

Na modernidade desenfreada em que vivemos, é saudável estar presente nas redes sociais, mas há momentos que deveriam ser aproveitados na sutileza do anonimato, na sinceridade de um sorriso real em vez de um like. No instante em que você percebe que o mundo está acontecendo na sua frente, e não na sua linha do tempo.

A magia em tornar um momento inesquecível está em se dedicar de corpo e alma a ele. Em torná-lo real, único, especial. Seus momentos jamais serão a dois se forem compartilhados.

Texto retirado de casalsemvergonha.com.br

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É preciso ter coragem para ser um casal em tempos de pegação desenfreada…

Tem um momento mágico no dia que acontece entre o seu primeiro abrir dos olhos, confuso e perdido, e a primeira vez que você vê a pessoa amada deitada ao lado, que te faz sentir segurança e calma. Leva segundos, esse intervalo entre acordar e perceber que não se está sozinho, mas é durante ele que todos os sinos congelam no ar, que todas as engrenagens param de ranger, que todos os pássaros fecham seus bicos, porque é durante esse silêncio misterioso e intenso que percebemos a sorte de ter alguém pra dividir uma vida, ou um pedaço dela, que seja, dormindo ao seu lado. É um micro-momento mágico, um dos muitos que só existem nos dias de quem escolhe ter coragem de gostar e ficar com alguém em um relacionamento honesto, verdadeiro e de extrema parceria.

Você já deve ter vivido esse momento alguma vez na sua vida, caso tenha se deixado dominar pelo desejo de viver mais e mais dias ao lado da mesma pessoa. Mas o que acontece é que cada vez menos gente tem a chance de sentir o sabor da alegria em forma de vida boa, a dois, todo dia. É que sexo é bom, todo mundo gosta, e o pessoal quer variar, descobrir, comparar e ideias geniais como o Tinder ou o Viber, por exemplo, permitem que todo mundo possa transar muito, gozar muito, descobrir muito e passar muitos dias acordando com pessoas novas na cama. É claro que tudo isso é bem legal e esse texto não tem nada a ver com “deixe de ser solteiro”, ok? Esse texto é, simplesmente, sobre o outro lado, o lado de quem quer namorar mesmo, estar “em um relacionamento sério” com alguém, ou qualquer outro rótulo que exista. Em tempos de Tinder, para ficar com uma pessoa só é preciso coragem!

A coragem se faz necessária, em primeiro lugar, para a própria pessoa, que decide abrir mão daquela agitação e fartura para uma vida diferente, o mesmo beijo, o mesmo corpo, o mesmo sexo, o mesmo olhar. Tem gente que não aguenta, é verdade, e ninguém pode julgar, mas quem sai da vida de solteiro na bagunça para entrar numa relação, mesmo que extremamente apaixonado, acaba pensando, vez ou outra, se vai aguentar segurar a onda quando tiver a primeira briga, quando o ânimo não estiver tão contagiante e quando se deparar com um fatal domingo tedioso em casa. Não é um sacrifício enorme viver com uma pessoa só, na verdade é até bem simples, mas largar a loucura pra se jogar nesse mar de estabilidade exige coragem!

A outra coragem vem por parte da confiança mútua. Muita gente fica pensando sobre a vida que o outro deixou pra trás e isso corrói por dentro. Será que ele sente falta de ficar com as meninas da balada? Será que ela não sente vontade de ficar com outros caras? Será que ele fica só comigo? Será que ela ainda usa o Tinder de vez em quando? E por aí vai. Estar em uma relação a dois é se jogar num mundo negro e cego de confiança e cumplicidade porque em 90% das vezes que criamos uma neura na nossa cabeça jamais saberemos a resposta real. Tem que ter coragem pra acreditar e seguir em frente. Para dar espaço, confiar que o outro também tem uma vida particular, amigos, compromissos, horários e isso não diz respeito a você e também não significa que vai terminar em traição. Viver a dois e confiar na relação exige coragem, muita coragem!

Mas depois que você conhece todas as dúvidas, todos os medos, todas as inseguranças, começa a perceber que a turbulência vai passando e é quando os micro-momentos mágicos começam a aparecer. A alegria de dividir uma conquista pessoal primeiro com o outro, de vibrar pelo sucesso do outro ou de simplesmente rirem da vida juntos começa a cobrir os medos e as neuras. De repente vocês perceberam que têm hábitos coletivos particulares, como ir ao cinema sempre que tem uma estréia nova, dividir impressões sobre autores preferidos e desenvolver habilidades em dupla, como cozinhar, tocar um instrumento ou praticar um esporte novo. Então entram em cena os amigos em comum, os amigos novos, os amigos dos amigos novos e, de repente, a sua vida a dois se tornou uma rede de momentos importantes e simples que fazem a nossa existência ter sentido. Existem pequenas mágicas diárias acontecendo na vida a dois de muitos casais, mas para chegar a esse estágio, é preciso coragem: coragem para deixar de ser um e se tornar dois!

Texto retirado do site casalsemvergonha.com.br

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Por quantos relacionamentos fracassados você já passou?

…Ou melhor, quantos relacionamentos você já teve? Daqueles de conhecer família, de andar de mãos dadas, de dar e receber presente a cada doze de junho, a cada aniversário de namoro, a cada vez que, mesmo sem motivo, você se sentisse surpreendido pelo que quer que fosse. Parece bom. E se você já passou por isso e, namorando ou não atualmente, tem histórias e lembranças boas do que foi sério e durou, esqueça. Estas palavras não são pra você.

Ah, mas se você ainda continua na incessante busca de alguém bacana, que divida problemas e compartilhe alegria, que pague seu almoço quando te faltar grana, mas não se incomode de ter o jantar na faixa quando a conta bancária em dia for a sua, então a gente tá no mesmo barco. Juro que fico me perguntando, todos os dias, há alguns anos. Quando será que vai dar certo? Pessoas existem aos montes e, cá entre nós, despidos de prepotência, sabemos que sempre há alguém na cola dando bola e dando sopa por aí.

Mas… Será que vale a pena se jogar? Se o primeiro encontro é bom, aposto que no segundo já há uma listinha interminável de probleminhas que você, de maneira alguma, quer viver, reviver ou conviver diariamente. E nem falo de situações estéticas, porque, aqui em off, hoje em dia você nem liga mais pro peso, pra altura e pra cor do cabelo, não é?

O que a gente mais quer é alguém que nos deixe com a cabeça nas nuvens. Sem tirar os pés do chão. Alguém que surpreenda nos mínimos detalhes e que, finalmente, você morra de vontade de surpreender também. Que faça a gente sentir friozinho na barriga. Sim, friozinho na barriga é sinônimo de insegurança, mas aquela boa, que a gente sente por pensar: será que acertei no presente? Era meio-amargo ou ao leite o chocolate preferido? Cara, diante de tantas vontades, a gente precisa admitir que no fundo nem se exige e sequer exige dos outros tanto assim. É um final de semana junto, grudado, vendo o sol de pôr e o sol nascer. Dividindo os três maiores anseios do dia: o que vai ter de café da manhã, de almoço e de janta.

A gente só quer alguém pra ligar e dizer que teve um dia de merda, ou dizer que finalmente foi promovido, que achou a blusa que tanto queria, que o vinho português tava na metade do preço no mercadinho em frente à praça. Aí vem aquela velha dúvida: fico esperando ou traço meu próprio destino?

Termino tudo isso dizendo que, por mais clichê e bobo que possa parecer, esperar ou traçar uma rota não muda em nada a hora de finalmente aparecer alguém bacana. Que talvez te ouça dizer do vinho em promoção, mas não saiba diferenciar um Merlot de um Malbec. Que te faça surpresa, mas erre no sabor do chocolate. Que te deseje bom dia, mas vez ou outra precise sair correndo atrasado e sem tempo pra dizer que te ama.

A pessoa certa aparece quando a gente planeja e quando a gente nem pensa. Controverso? Mas é verdade. A pessoa certa aparece a qualquer hora, quer queira, quer não. E arrebata mostrando que às vezes o que a gente mais queria não era nada disso que eu escrevi até agora. O que a gente queria, depois de tanta desilusão e tantas promessas de nunca-mais-me-relacionar-com-ninguém, era só ser amado de verdade. Bom vai ser o dia em que o mundo todo se resolver.

Aí a gente começa a ler um texto como esse se sentindo seguro e sem a menor vontade de continuar depois de responder às perguntas do primeiro parágrafo.