Tag: Pérolas

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Thinking…

Estas últimas semanas andam muito corridas aqui na GF, por isso estamos em falta com o nosso querido blog. Vamos faz o máximo para publicar mais aqui pra vocês pois gostamos muito de trazer nesse espaço um pouquinho do que vivemos e de tudo que gostamos.

Hoje estava lendo alguns textos aqui na internet e me deparei com esse que achei sensacional. Espero que vocês gostem também =)

A questão não é ter um namorado – é ter o namorado certo

Você me pergunta por que eu não tenho namorado como quem tenta descobrir o meu defeito. Eu digo que não sou tão fácil, como quem responde “perfeccionista” na entrevista do RH. Não é mentira, mas também não é por isso. Poderia colocar a culpa nos homens e dizer que é difícil se comprometer. Poderia colocar a culpa “nos tempos” e dizer que é difícil admirar. Poderia fazer que nem aquela jornalista que escreveu “se você está sozinha é porque você é chata” e ficar me redimindo pelas minhas neuroses, mas nada disso seria sincero.

O que eu tenho pensado ultimamente e tem me trazido alguma calma é que o amor é muito específico. Não é mesmo fácil encontrar. Aparência, interesses comuns e vida profissional são critérios genéricos. Se não fossem, a plataforma do amor seria o Linkedin.

Não é assim que funciona. Pelo menos pra mim. Sempre estranhei essas pessoas que conseguem emendar namoros. Sai um, entra outro e fica tudo bem. Antes achava que tinham muita sorte. Hoje penso que são mais flexíveis. Talvez valorizem mais a companhia do que a pessoa. Gostem da estabilidade de ter uma programação. Adaptam-se melhor ao outro, enquanto eu me prendo a detalhes.

Apaixonante pra mim é o cara que trata bem o garçom. Que me chama de um jeito fofo. Que tem pensamentos bonitos. Que nunca tenta tirar vantagem. Que consegue desenrolar uma conversa agradável numa festa cheia de desconhecidos. Pode parecer loucura, mas para mim a paixão está intimamente ligada ao tom de voz e à qualidade da playlist. Gosto de quem me olha com inteligência, de quem me abraça com vontade, de quem não se expõe demais.

Toda vez que eu vejo um casal feliz, imagino que eles sejam resultado de algum alinhamento cósmico super complicado. Se já é difícil amar alguém, imagina amar alguém que te ama de volta. Que também valoriza em você o que mais ninguém percebe. Considero uma missão fazer-se insubstituível num mundo em que ninguém mais levanta a cabeça, tão entretidos que estamos com o visor do telefone.

Como disse uma amiga, a questão não é ter um namorado: é ter o namorado certo. Enquanto ele não chega, eu trabalho, saio, vou à academia. Às vezes eu surto, mas não há muito o que eu possa fazer. Preciso ter paciência para esperar o que mereço. Estou sozinha e não é culpa minha. O amor é raro.

Texto de Sarah Westhphal

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É preciso ter coragem para ser um casal em tempos de pegação desenfreada…

Tem um momento mágico no dia que acontece entre o seu primeiro abrir dos olhos, confuso e perdido, e a primeira vez que você vê a pessoa amada deitada ao lado, que te faz sentir segurança e calma. Leva segundos, esse intervalo entre acordar e perceber que não se está sozinho, mas é durante ele que todos os sinos congelam no ar, que todas as engrenagens param de ranger, que todos os pássaros fecham seus bicos, porque é durante esse silêncio misterioso e intenso que percebemos a sorte de ter alguém pra dividir uma vida, ou um pedaço dela, que seja, dormindo ao seu lado. É um micro-momento mágico, um dos muitos que só existem nos dias de quem escolhe ter coragem de gostar e ficar com alguém em um relacionamento honesto, verdadeiro e de extrema parceria.

Você já deve ter vivido esse momento alguma vez na sua vida, caso tenha se deixado dominar pelo desejo de viver mais e mais dias ao lado da mesma pessoa. Mas o que acontece é que cada vez menos gente tem a chance de sentir o sabor da alegria em forma de vida boa, a dois, todo dia. É que sexo é bom, todo mundo gosta, e o pessoal quer variar, descobrir, comparar e ideias geniais como o Tinder ou o Viber, por exemplo, permitem que todo mundo possa transar muito, gozar muito, descobrir muito e passar muitos dias acordando com pessoas novas na cama. É claro que tudo isso é bem legal e esse texto não tem nada a ver com “deixe de ser solteiro”, ok? Esse texto é, simplesmente, sobre o outro lado, o lado de quem quer namorar mesmo, estar “em um relacionamento sério” com alguém, ou qualquer outro rótulo que exista. Em tempos de Tinder, para ficar com uma pessoa só é preciso coragem!

A coragem se faz necessária, em primeiro lugar, para a própria pessoa, que decide abrir mão daquela agitação e fartura para uma vida diferente, o mesmo beijo, o mesmo corpo, o mesmo sexo, o mesmo olhar. Tem gente que não aguenta, é verdade, e ninguém pode julgar, mas quem sai da vida de solteiro na bagunça para entrar numa relação, mesmo que extremamente apaixonado, acaba pensando, vez ou outra, se vai aguentar segurar a onda quando tiver a primeira briga, quando o ânimo não estiver tão contagiante e quando se deparar com um fatal domingo tedioso em casa. Não é um sacrifício enorme viver com uma pessoa só, na verdade é até bem simples, mas largar a loucura pra se jogar nesse mar de estabilidade exige coragem!

A outra coragem vem por parte da confiança mútua. Muita gente fica pensando sobre a vida que o outro deixou pra trás e isso corrói por dentro. Será que ele sente falta de ficar com as meninas da balada? Será que ela não sente vontade de ficar com outros caras? Será que ele fica só comigo? Será que ela ainda usa o Tinder de vez em quando? E por aí vai. Estar em uma relação a dois é se jogar num mundo negro e cego de confiança e cumplicidade porque em 90% das vezes que criamos uma neura na nossa cabeça jamais saberemos a resposta real. Tem que ter coragem pra acreditar e seguir em frente. Para dar espaço, confiar que o outro também tem uma vida particular, amigos, compromissos, horários e isso não diz respeito a você e também não significa que vai terminar em traição. Viver a dois e confiar na relação exige coragem, muita coragem!

Mas depois que você conhece todas as dúvidas, todos os medos, todas as inseguranças, começa a perceber que a turbulência vai passando e é quando os micro-momentos mágicos começam a aparecer. A alegria de dividir uma conquista pessoal primeiro com o outro, de vibrar pelo sucesso do outro ou de simplesmente rirem da vida juntos começa a cobrir os medos e as neuras. De repente vocês perceberam que têm hábitos coletivos particulares, como ir ao cinema sempre que tem uma estréia nova, dividir impressões sobre autores preferidos e desenvolver habilidades em dupla, como cozinhar, tocar um instrumento ou praticar um esporte novo. Então entram em cena os amigos em comum, os amigos novos, os amigos dos amigos novos e, de repente, a sua vida a dois se tornou uma rede de momentos importantes e simples que fazem a nossa existência ter sentido. Existem pequenas mágicas diárias acontecendo na vida a dois de muitos casais, mas para chegar a esse estágio, é preciso coragem: coragem para deixar de ser um e se tornar dois!

Texto retirado do site casalsemvergonha.com.br

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